POLÍTICA
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Recessão se agrava na Espanha e bancos devem separar créditos podres
Pulicado em: 27/04/2012
A Espanha condena a Argentina na decisão de reestatizar a YPF deveria estar mais preocupada com sua situação interna. Alguns dados divulgados nesta segunda- feira pelo Banco da Espanha, quase igual ao nosso Banco Central, apontam agravamento de recessão. O PIB já diminuiu 0,4% no último trimestre e é provável que deva fechar o ano numa queda de 2%. Está previsto que o desemprego atinja praticamente 24% da população e 50% entre os jovens. Assim, muitas pessoas ficarão desempregadas.
Neste contexto, é provável que várias empresas espanholas, como a Repsol, vinham drenando recursos de suas subsidiárias para arcar com maus resultados na matriz. O mesmo fenômeno também deve estar ocorrendo em várias companhias como a Telefônica.
Nenhuma dessas situações é tão dramática assim! Mas, no entanto, como a dos bancos espanhóis, que carregam mais de 175 bilhões em “créditos podres”, em que a inadimplência do setor bancário, que é 8,1%, é o maior desde 1994.
Os espanhóis estão torcendo para que nos próximos dias, o banco central espanhol anuncie um grande plano para separar as carteiras hipotecárias dos bancos tradicionais, e, além disso, está talvez seja uma tentativa de evitar o contágio de bancos espanhóis, como o Santander e o BBVA, que são muito presentes na América Latina.
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